
Na América do Sul não há lobos como os do hemisfério norte,
mas aqui temos uma espécie de cão selvagem de grande porte que os índios já
chamavam de Aguará. A composição de
Lobo-guará foi provavelmente uma alusão que os colonizadores fizeram a este
nosso canídeo em lembrança dos lobos da Europa, que eles bem conheciam.
O lobo-guará é um típico canídeo brasileiro, tendo seu centro
de dispersão e maior ocorrência na região do Cerrado no Brasil Central. Sem
dúvidas é o maior cão selvagem do Brasil e infelizmente encontra-se ameaçados
de extinção. Animal de porte notável, com mais de um metro de altura, tímido e
predador de aves e pequenos mamíferos, é raramente visto ou ouvido. Sua
extinção está traçada mais devido à destruição do seu habitat do que pela caça.
A expansão das lavouras de soja, milho e algodão do Centro Oeste brasileiro,
destruiu o maior reduto deste carnívoro. Com poucos espaços restantes, eles
começam se deslocar mais para encontrar comida e acabam caindo em outra
armadilha: o atropelamento em estradas.
Há 22 anos, criamos um programa de Educação Ambiental aqui em Canela denominado Projeto Loboguará e este nome foi escolhido devido a três fatores importantes: o lobo-guará é o maior cão selvagem nativo do Brasil e da América do Sul; ele está relacionado na listas das espécies reconhecidamente ameaçadas de extinção; ainda há registros de lobo-guará na região dos Campos de Cima da Serra em São Francisco de Paula e Cambará do Sul. Com a constante divulgação dos hábitos e costumes desta espécie, acreditamos fazer uma parcela de esforços no sentido de conscientizar as pessoas mais jovens da importância de se evitar a extinção de uma espécie. Os Ingleses extinguiram uma espécie de graxaim das ilhas Malvinas para poderem crias suas ovelhas. Na Austrália eles extinguiram o Lobo da Tasmânia pelo mesmo motivo, cujo último indivíduo morreu em 1936 em um zoológico. Extinção é para sempre, e perdermos um animal como o Lobo-guará é perdermos uma parte importante do nosso patrimônio natural. E pior do que isso, o fato é irreversível. Para salvarmos nossos carnívoros nativos, como o Lobo-guará, temos que manter seu habitat para que neles encontrem abrigo, alimento e local para criar os filhotes.
Há 22 anos, criamos um programa de Educação Ambiental aqui em Canela denominado Projeto Loboguará e este nome foi escolhido devido a três fatores importantes: o lobo-guará é o maior cão selvagem nativo do Brasil e da América do Sul; ele está relacionado na listas das espécies reconhecidamente ameaçadas de extinção; ainda há registros de lobo-guará na região dos Campos de Cima da Serra em São Francisco de Paula e Cambará do Sul. Com a constante divulgação dos hábitos e costumes desta espécie, acreditamos fazer uma parcela de esforços no sentido de conscientizar as pessoas mais jovens da importância de se evitar a extinção de uma espécie. Os Ingleses extinguiram uma espécie de graxaim das ilhas Malvinas para poderem crias suas ovelhas. Na Austrália eles extinguiram o Lobo da Tasmânia pelo mesmo motivo, cujo último indivíduo morreu em 1936 em um zoológico. Extinção é para sempre, e perdermos um animal como o Lobo-guará é perdermos uma parte importante do nosso patrimônio natural. E pior do que isso, o fato é irreversível. Para salvarmos nossos carnívoros nativos, como o Lobo-guará, temos que manter seu habitat para que neles encontrem abrigo, alimento e local para criar os filhotes.
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